Ter um blog provoca-me caspa

Ter um blog é daquelas coisas que a mim provoca dores de estômago e caretas de asno.
Já tive vários e todos duraram dias ou semanas.
A ideia de expor tudo o que saia da esfera profissional é-me ridícula e inexplicável.

Em 2012 uma directora de arte de uma agência em Buenos Aires chamou-me de puta louca via Facebook porque fiquei uma semana sem responder às suas mensagens.  Estava em viagem pela América Latina e ao usar um computador público um vírus instalou-se na minha conta, mas ela preferiu não acreditar.
Problema dela. Eu resolvi  o meu depressa: fechei a minha conta privada no Fakebook.
 
Sei que por vezes, muitas vezes, criam-se contactos e parcerias profissionais através do FB, e as notícias chegam em segundos... mas eu ouço a TSF que tem noticiários de meia em meia hora.
No Instagram não faço follow a contas privadas e são poucos os amigos que sigo. Já os conheço pessoalmente. Sigo contas que me inspiram, motivam e se ensinarem melhor ainda - de artistas a organizações não governamentais.
 
Hoje em conversa com o meu angel ( actualmente frequento um programa de business mentoring Women Win Win) foi mencionado a importância de ter um blog para promover o trabalho.
"Mas não chega o Instagram, o Facebook, o Twitter e o Linkedin?"
Ter um blog obriga-me a escrever, a abrir o meu coração.  Acho uma deselegância mostrarmos a nossa essência ao mundo gratuitamente. Na verdade, nem a pagar.
 
Vou terminar abruptamente este texto, apenas queria que todos vós conhecessem a minha posição sobre eu ter um blog.
Que fique claro que faço-o apenas pela paixão ao trabalho e não vou mostrar as minhas maminhas num bikini sensual em nenhum post.